sexta-feira, 8 de abril de 2011

2012

Quando Roland Emmerich escreveu 2012 talvez tivesse uma proposta velada: fazer com que as pessoas refletissem sobre suas atitudes e as consequências delas. O fim do mundo não era apenas uma catástrofe prevista, inevitável. Era também, de alguma forma, o resultado do que somos e do que fazemos com aquilo que somos.

A tragédia do atirador na escola infantil do Rio de Janeiro, ceifando a vida de inocentes e depois tirando a própria mostrou um outro 2012. Era o fim para pais e familiares das vítimas, atingidos pelo tsunami da violência social. Em todos, uma só pergunta: por quê? Em todos, a mesma perplexidade e a mesma impotência frente a um drama, assim como os personagens do filme.

É preciso um pouco mais de cuidado com as pessoas: somos muito generalistas, com cuidados voltados para o macro, e esquecemos que é o comportamento individual, certo ou errado, que forma essa geléia social em que vivemos. Precisamos olhar um pouco mais para quem está ao nosso lado e um pouco menos para a multidão. Será que esse cara é normal?

Mas no fim a culpa sempre será da sociedade doente, que não olha para seus cidadãos e não funciona como organização. Holofotes ligados sobre aproveitadores contumazes verbalizando barbaridades, mães, pais e irmãos desesperados, exibidos à exaustão por emissoras desesperadas pelo Ibope. O espetáculo não pode parar. Qual será a próxima tragédia?

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Fenômeno brasileiro

Todos contemplamos o porre informativo a respeito do término da carreira de Ronaldo Fenômeno como jogador de futebol. Incensado pela maioria, criticado por uns poucos, ídolo inconteste de outros tantos. A impressão que fica: acabou uma era do esporte, página virada e que venham os novos candidatos a ídolo.

Nosso Brasil, eterno fabricante de craques, também é carente de ídolos, porque a idolatria é a nossa medida de sucesso - não como indivíduo, mas como sociedade. De repente, o ufanismo: somos brasileiros, do Brasil de Eder Jofre, Pelé, Marta, Senna, Ronaldo Fenômeno & Cia. Ltda. Fomos nós que derrubamos o oponente com o soco do Éder, deixamos os adversários sentados com os dribles de Pelé e dos Ronaldinhos, vencemos junto com Senna. Vitoriosos passivos, sentados em frente à televisão, capitalizando a glória de terceiros pela mais absoluta incapacidade de tecermos as nossas.

Está na hora de acordar e entender que a lágrima que rola pelo rosto do vitorioso Ronaldo é dele, e só a ele cabe a emoção pela história de vida escrita. Enquanto suprirmos nosso ego com os sentimentos alheios vamos conviver com esse vazio imenso que separa assistentes de protagonistas.

Acho que vou desligar a televisão.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

terça-feira, 29 de junho de 2010

É do Brasil!

Em todas as copas é a mesma coisa: um Brasil entra em campo e o outro Brasil para. Às vezes só para o Brasil daqui. Às vezes param os dois Brasis, o daqui e o de lá. E aí a coisa verde-amarela fica preta.

De uma hora para outra somos cento e noventa milhões de treinadores, sabemos tudo de futebol e o treinador que está lá é o único brasileiro que não sabe nada. Não soube escolher os melhores jogadores, não montou o melhor esquema. Se é ofensivista, deveria ser retranqueiro. Se tenta garantir o resultado é porque não sabe que a melhor defesa é o ataque. E os jogadores? Bem, já que o futebol-arte acabou faz tempo (aliás, só o Brasil sabia jogar isso, fosse lá o que fosse), sabemos que vamos para campo com um bando de pernas-de-pau metidos a besta. E não me venham com essa conversa de que os times campeões de todos os campeonatos, copas e recopas pelo mundo afora estão recheados de brasileiros. São todos um bando de enganadores, que jogam no meio de trogloditas e em terra de cego quem tem um olho é rei (caolho, mas rei).

Entretanto, diante da televisão, catatônicos como manda o figurino, tomando cerveja quente, comendo pipoca fria e roendo unhas, sofremos para que aquele mesmo perna-de-pau metido a besta acerte aquele drible que só o Pelé dava, consiga esticar aquele passe que só o Ganso saberia fazer (mas o Ganso não tá lá!), colocando a bola no pé daquele outro ferida que só estava lá porque aquele treinador bronco treinou à exaustão aquela jogada bisonha que resultou em... em... gooooooooool!!!!! É... é do Brasil!!!!

E nós, que odiávamos aquela escalação, que sempre discordamos daquele esquema, sempre criticamos aqueles jogadores, de repente somos vencedores junto com eles: ganhamos. Vamos em frente. Agora vai. E tome vuvuzela!

Joel Bravo

sexta-feira, 25 de junho de 2010

BRASIU-SIU-SIU-SIU........


É isso aí! O clima não poderia deixar de ser mais Copa do Mundo nessa época, e a galera aqui da MIGRA entrou de vez no clima!
Transformamos a agência em uma filial do Soccer City, e ficamos de olho nos jogos - principalmente os da Seleção Canarinho, certo? Sempre de olho para ouvir o estagiário apertar o botão e disparar o bordão "BRASIU-SIU-SIU-SIU........"
Vai nHEXA, Brasil! A MIGRA segue mandando positive vibrations!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

COLEÇÃO INVERNO 2010 HERRY MAN

A peça acima é a capa do catálogo de Inverno desenvolvido pela MIGRA para a Herry Man e é praticamente um resumo do conceito criado para expressar a alma da campanha.O clima ficou por conta das roupas da coleção especialmente escolhidas e da locação, em meio aos vagões de trem.O conceito da campanha fala sobre o encontro do homem contemporâneo com seu próprio estilo, com a expressão máxima de sua individualidade.Todas as peças da campanha estão na parte portifólio.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

PRONTO IMAGEM

Anúncio Revista CrioulosAnúncio Zero Hora
Web site